Numa manhã qualquer, há tempos atrás, acordei cedo para ir treinar e enquanto tomo meu café da manhã, resolvi ligar a TV e começar a ver um filme que havia gravado a dias, "O Ultimo Escocês Voador" (indico assistir), eu já vinha com a vontade de escrever sobre o ciclismo, ou sobre o que o ciclismo representa na minha vida, mas esse filme ou o primeiro pedaço que vi dele nesse dia, me fez me perguntar porque ainda continuo insistindo em um esporte tão competitivo, que exige tanto de seus atletas, que gera tanta picuinha, inimizade, intriga entre os falsos e novos ciclistas. Saí pra estrada para treinar e não conseguia parar de pensar nessa duvida, mas em meio a todos esses "males", me veio a cabeça as belas coisas do ciclismo, as histórias de superação, própria e de tantos outros grandes nomes que lutaram e lutam até hoje para que esse esporte cresça, Miguel Indurain,Fausto Coppi, Marco Pantani(El Pirata), Lance Armstrong, Alberto Contador e tantos outros, pessoas que se abdicam de sua vida, ou de uma vida comum pelo menos, porque a vida de um ciclista de comum não tem nada, passar horas em cima da bicicleta, dias e meses viajando longe da família, não beber, não fumar, dormir cedo, ter expressões faciais acima da sua idade real de tanto fazer força e careta em cima da bicicleta, isso sem falar de horas ao sol todos os dias, esses atletas e tantos outros que amam o ciclismo, alguns podem até dizer que o fazem por dinheiro, mas eu acredito que é por Amor a bike e ponto, não cabe discussão. E com todos esses pensamentos vindo à cabeça em meio ao meu pedal, comecei a pensar em como a bike veio parar e o que ela fez com a minha vida? Primeiro tive o prazer de conhecer esse esporte que amo, conheci pessoas maravilhosas, que me acrescentaram como homem que hoje sou, com exemplos de humildade, dedicação (algo que confesso que sempre me faltou), e amor ao esporte. Realizei sonhos, porque ser Ciclista no Brasil é sonhar. E mesmo que muitas pessoas que acham que me conhecem, possam pensar que minhas maiores vitórias foram uma ou outra corrida, que não me acrescentaram nada mais que uma medalha ou um troféu, que confesso que nem sei onde se encontram hoje, minhas maiores vitórias com a bicicleta e com o ciclismo, foi estreitar uma relação com meu irmão que resumindo, hoje acredito que somos UNO, e não dois. E ainda quando menos esperava, apareceu uma triatleta baixinha, raçuda, pedalando numa bike gigante, que não seria nada menos que uma analogia a sua força interior, e que hoje é minha esposa, futura Mãe de minha filha, e eterno amor de minha vida. Resumindo fiz amigos que nunca esquecerei deles, os carrego comigo no meu coração, fiz inimigos que desconheço-os, encontrei minha alma gêmea e hoje sou um futuro PAI-ciclista muito feliz. Pode parecer loucura mas tenho sentimentos impossíveis de se descrever em palavras sentado no selim da minha bicicleta. Será que compensa pedalar?
Pois eh, minha história sobre duas rodas começou quando nossa vida se cruzou... e olha só o que isso tudo rendeu...
ResponderExcluirA futura Gaia Armstrong, como diria o BÊ, está vindo bem em breve para comprovar quanta emoção envolveu nossas vidas sobre duas rodas.
Começou com uma "consultoria", sobre que bike comprar, depois o parceiro além da bike passou para a vida... tem príncipes que chegam a cavalo, outros de carro, mas o meu veio de bicicleta...
e em meio ao suor de tombos, giros, risos e pores-do-sol... vivemos hoje mais entranhados nas bike que nunca... em casa são 4, futuro breve 5... fora os aglomerados... Neis, Be, Ro, Nat, claro Jensen, até o "veim" do LN tá de bike, a Mi já tá intensionando uma... e daí vai...
uma gigante teia que une paixões, criam lanços... tão gostosos com a endorfina que corre nas veias.
Que abençoado seja sempre...
Você amor e seus "pensares" sobre a magrela.
com amor sempre, Sua Cá.